top of page

O Pix na mira de interesses internacionais

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 18 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Entenda por que o Pix virou alvo dos EUA e como isso se conecta à luta por soberania financeira e aos desafios enfrentados por bancários.


O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil, já movimentou trilhões de reais desde sua criação e se tornou parte do cotidiano de milhões de brasileiros. Para além da praticidade, o Pix representa algo muito maior: uma ferramenta de autonomia digital e financeira. E é justamente isso que tem incomodado potências estrangeiras e grandes corporações.

Donald Trump ataca o Pix para defender os interesse financeiros das Big Techs.
Donald Trump ataca o Pix para defender os interesse financeiros das Big Techs.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reativou a Seção 301, uma antiga lei que permite a imposição de sanções comerciais, mirando o Pix como parte de uma ofensiva contra o Brasil. Segundo reportagem de Ricardo Queiroz Pinheiro, publicada em Opera Mundi (17/07/2025), o motivo real é o incômodo com um sistema que funciona fora do eixo de lucro das big techs e das bandeiras de cartão como Visa e Mastercard.


"O Pix é estatal, gratuito, eficiente e soberano. Mostrou que um país do Sul Global pode criar soluções acessíveis e populares sem seguir a cartilha da intermediação privada", afirma Pinheiro.

O que está em jogo: soberania digital vs monopólios financeiros


A introdução do Pix quebrou paradigmas: reduziu tarifas, desbancou cartões de crédito e encurtou distâncias bancárias. Isso afeta diretamente os lucros de empresas estrangeiras que atuam no setor financeiro e de tecnologia. Para os bancários, esse movimento também representa mudanças significativas nas operações bancárias, exigindo adaptação constante, formação e também maior atenção aos rumos da política internacional.


Pix Sul: um caminho para a integração latino-americana


Durante o Festival de Ideias na Unicamp, o economista equatoriano Andrés Arauz defendeu a criação do Pix Sul, uma iniciativa que permitiria transferências diretas entre países latino-americanos sem a intermediação do dólar. A proposta, segundo ele, é uma forma de enfrentar a hegemonia da moeda norte-americana e fortalecer a soberania da região.


Essa proposta tem implicações diretas para os trabalhadores do setor financeiro: novos sistemas de pagamento, integração de plataformas e um debate mais amplo sobre o papel dos bancos nacionais e regionais em um cenário multipolar.


Por que os bancários devem estar atentos


O sistema financeiro não é neutro: é atravessado por disputas de poder, interesses comerciais e políticas públicas. Defender um sistema como o Pix, que é público e gratuito, é também defender a soberania tecnológica e econômica do Brasil.


Além disso, a disputa global em torno da tecnologia de pagamentos tem impacto direto sobre o emprego bancário, a organização do trabalho e o futuro dos serviços financeiros. É fundamental que os sindicatos acompanhem de perto essas discussões, mobilizem a categoria e fortaleçam a formação política e tecnológica dos trabalhadores.


Soberania também é digital


O que está em disputa não é apenas um sistema de pagamento, mas o direito de um país controlar suas próprias ferramentas financeiras. Atacar o Pix é atacar a ideia de que o interesse coletivo deve prevalecer sobre o lucro privado. E os bancários, que estão na linha de frente desse setor, têm um papel estratégico nessa defesa.


É hora de unir forças em defesa da soberania digital, da inclusão financeira e dos direitos de quem constrói o sistema financeiro todos os dias: os trabalhadores e trabalhadoras.

Comentários


Sede dos Bancários na Luta

Endereço: R. Riachuelo, 122 - Sé
São Paulo - SP, 01007-000

Entre em Contato

Telefone: (11) 3333-4585
Celular: (11) 985 652 666

  • Facebook
  • X
  • YouTube
  • Instagram
bottom of page