Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência: inclusão também é direito ao trabalho digno

No 21 de setembro, data reforça a importância de combater barreiras e garantir acessibilidade, respeito e igualdade de oportunidades dentro e fora do trabalho
O Brasil tem cerca de 14,4 milhões de pessoas com deficiência com 2 anos ou mais, o equivalente a 7,3% dessa população, segundo dados do Censo 2022 divulgados pelo IBGE. Neste 21 de setembro, Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, os números ajudam a lembrar a dimensão de uma luta que faz parte do cotidiano de milhões de brasileiros.
O país avançou na legislação. A Lei Brasileira de Inclusão garante direitos relacionados ao trabalho, educação, saúde, transporte, acessibilidade e participação social. Mas ainda existe uma distância entre o direito assegurado no papel e aquilo que muitas pessoas encontram na vida cotidiana.

Inclusão no trabalho precisa ir além da contratação
No mundo do trabalho, incluir uma pessoa com deficiência não significa apenas abrir uma vaga ou cumprir uma exigência legal. É necessário garantir ambientes acessíveis, adaptações razoáveis, tecnologia assistiva, igualdade salarial, respeito e oportunidades de qualificação e crescimento profissional.
Essa discussão também precisa estar presente nos bancos. Bancárias e bancários com deficiência devem encontrar agências, departamentos e plataformas digitais acessíveis, além de condições adequadas para exercer suas funções e desenvolver suas carreiras. A inclusão precisa alcançar desde a contratação até as oportunidades de promoção e ocupação de cargos de maior responsabilidade. Segundo Luiz Carlos Costa, do SEEB São Paulo, Osasco e Região:
"Essa discussão também precisa estar presente nos bancos. Bancárias e bancários com deficiência devem encontrar agências, departamentos e plataformas digitais acessíveis, além de condições adequadas para exercer suas funções e desenvolver suas carreiras. A inclusão precisa alcançar desde a contratação até as oportunidades de promoção e ocupação de cargos de maior responsabilidade."
E acessibilidade vai muito além de rampas e elevadores. Barreiras digitais, de comunicação e, principalmente, barreiras atitudinais, como preconceitos e estereótipos sobre a capacidade profissional das pessoas com deficiência, também precisam ser enfrentadas.
Direitos precisam fazer parte do cotidiano
Educação acessível, atendimento adequado na saúde, transporte, tecnologia assistiva e trabalho digno estão interligados. Quando um desses direitos não é garantido, a autonomia e a participação social também podem ser prejudicadas.
Por isso, o 21 de setembro é uma data de conscientização, mas sobretudo de luta por direitos. Cabe também às empresas, incluindo as instituições financeiras, assumir sua responsabilidade na construção de ambientes verdadeiramente inclusivos.
Garantir inclusão é permitir que cada pessoa possa trabalhar, estudar, circular, construir sua carreira e ocupar os diferentes espaços da sociedade com autonomia, dignidade, respeito e igualdade de oportunidades.

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