No 1º de Maio, trabalhadores vão às ruas pelo fim da escala 6x1
- Redação

- 4 de mai.
- 3 min de leitura
Dirigente dos Bancários na Luta e da Intersindical destacou a importância da consciência de classe, da defesa da democracia e da mobilização nas ruas
No ato do 1º de Maio na Praça Roosevelt, em São Paulo, trabalhadores, trabalhadoras, sindicatos, movimentos populares e organizações democráticas se reuniram em defesa de uma pauta urgente para a classe trabalhadora brasileira: o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho sem redução de salário.

Durante a atividade, organizada pela Intersindical — Central da Classe Trabalhadora, pela CTB e pelo movimento VAT — Vida Além do Trabalho, Manoel Elidio Rosa, dos Bancários na Luta de São Paulo e da direção nacional da Intersindical, fez uma fala marcada pela defesa dos direitos históricos dos trabalhadores, pela valorização da memória das lutas populares e pela convocação à organização da classe trabalhadora.
“Mais uma vez, nos reunimos na praça para reivindicar os nossos direitos históricos e relembrar aqueles que lutaram pelos trabalhadores e pelos nossos direitos”, afirmou Manoel.
Memória, luta e direitos históricos
Em sua intervenção, Manoel destacou que o 1º de Maio é uma data de luta, memória e resistência. Ele lembrou nomes como Leonel Brizola, Miguel Arraes, Luiz Carlos Prestes e também o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citado por sua trajetória de enfrentamento à ditadura militar e de ligação histórica com as lutas da classe trabalhadora.
Ao recuperar essas referências, Manoel reforçou que os direitos trabalhistas não foram concessões espontâneas, mas conquistas construídas com organização, coragem e mobilização popular. Para ele, manter viva essa memória é parte fundamental da luta atual contra a precarização do trabalho.
Fim da escala 6x1: uma reivindicação urgente
O dirigente dos Bancários na Luta afirmou que o fim da escala 6x1 é uma reivindicação histórica e indispensável diante do adoecimento e da sobrecarga vividos por milhares de trabalhadores e trabalhadoras.
“Os trabalhadores não aguentam mais essa escala. São milhares de trabalhadores sendo adoecidos, milhares de trabalhadores sem acompanhar suas famílias, seja na escola, no lazer, nas suas igrejas”, denunciou.
A escala 6x1, na prática, impõe uma rotina exaustiva a quem vive do próprio trabalho. Ao trabalhar seis dias para descansar apenas um, milhões de pessoas são privadas do convívio familiar, do descanso adequado, do estudo, da cultura, do lazer e da participação social.
Por isso, a defesa da redução da jornada sem redução salarial não é apenas uma pauta econômica. É uma luta pelo direito à vida, à saúde e à dignidade.
Organização popular contra os ataques aos direitos
Manoel também criticou a atuação do Congresso Nacional, apontando que setores do Parlamento atuam contra os interesses da maioria da população. Em sua fala, defendeu que os trabalhadores tenham consciência dos seus direitos e se mobilizem nos locais de trabalho, nas ruas e junto às suas famílias.
“A nossa organização, a nossa consciência e a nossa luta é que vão fazer os direitos dos trabalhadores avançarem”, afirmou.
Para o dirigente, a mobilização da classe trabalhadora é decisiva não apenas para conquistar o fim da escala 6x1, mas também para defender a democracia, a soberania nacional e os direitos sociais.
A praça é dos trabalhadores
Ao final de sua fala, Manoel reforçou o caráter popular do ato e convocou a população brasileira a se somar à luta. Ele destacou que a mobilização em São Paulo fazia parte de um movimento nacional em defesa dos direitos da classe trabalhadora.
“Estamos no Brasil inteiro, estamos na praça, porque, assim como o céu é do condor, a praça é dos trabalhadores, para defender direito, liberdade e democracia”, afirmou.
A fala de Manoel Elidio expressou o sentido político do 1º de Maio na Praça Roosevelt: transformar a indignação diante da exploração cotidiana em organização coletiva. Para os Bancários na Luta, a tarefa que se coloca é seguir fortalecendo a campanha pelo fim da escala 6x1, ampliando o debate nos locais de trabalho e construindo unidade entre trabalhadores e trabalhadoras.
Viva a luta dos trabalhadores e trabalhadoras!Fim da escala 6x1 já!

.png)

Comentários