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No 7º dia de greve, empregados da Caixa fazem abraço simbólico à sede da Praça da Sé

Foto do escritor: Redação
Redação
há 2 horas
4 min de leitura

Cerca de 300 trabalhadores participaram da mobilização nesta quarta-feira (16), em São Paulo, enquanto categoria aguarda a reabertura das negociações


Em mais uma demonstração de força e unidade, cerca de 300 empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal participaram, nesta quarta-feira, 16 de setembro, de uma atividade em frente à sede do banco na Praça da Sé, região central de São Paulo. O ato marcou o sétimo dia da greve dos trabalhadores da Caixa.


Um dos momentos simbólicos da mobilização foi o abraço coletivo ao prédio da Caixa. Mais do que um gesto simbólico, a atividade reafirmou a defesa do banco público, dos direitos dos seus trabalhadores e trabalhadoras e do papel estratégico da Caixa para a população brasileira.


A mobilização acontece em um momento importante da greve. A categoria aguarda para esta quarta-feira a reabertura das negociações, enquanto mantém a pressão para que suas reivindicações sejam efetivamente discutidas e atendidas.


Empregados e empregadas da Caixa realizam abraço simbólico à sede do banco na Praça da Sé, em São Paulo, nesta quarta-feira (16), durante o 7º dia de greve. Cerca de 300 trabalhadores participaram do ato, reforçando a unidade da categoria e a luta em defesa de direitos e por avanços nas negociações.
Empregados e empregadas da Caixa realizam abraço simbólico à sede do banco na Praça da Sé, em São Paulo, nesta quarta-feira (16), durante o 7º dia de greve. Cerca de 300 trabalhadores participaram do ato, reforçando a unidade da categoria e a luta em defesa de direitos e por avanços nas negociações.

Cordeiro destaca unidade para defender direitos


Durante o ato, Antônio Cordeiro, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, empregado da Caixa e integrante da Direção Nacional da Intersindical, ressaltou que a unidade entre os trabalhadores é fundamental para fortalecer a greve e avançar nas negociações.


“A nossa unidade é fundamental. Independentemente de qualquer divergência entre os bancários e bancárias da Caixa, a nossa vitória depende cada vez mais da nossa unidade”, afirmou.

Cordeiro defendeu a união entre as diferentes correntes de opinião, cargos e setores existentes dentro da Caixa e ressaltou a importância das entidades representativas na organização da luta.


“Unidade de todas as correntes e opiniões entre os empregados da Caixa, unidade entre os vários cargos e setores existentes na Caixa. Tudo isso com a liderança da associação dos empregados da Caixa e do sindicato dos bancários, que são os nossos legítimos instrumentos de luta.”

Para o dirigente, a greve atual também faz parte de uma longa trajetória de mobilizações da categoria bancária em defesa de conquistas históricas.


“A história da categoria bancária é uma história brilhante, de muita luta, de muita conquista e, principalmente, de preservação de direitos”, destacou.

Entre esses direitos, Cordeiro chamou atenção para a necessidade de preservar o plano de saúde dos empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal.


Mobilização forte também na região de Osasco


Cordeiro também relatou a mobilização realizada na região de Osasco. Segundo o dirigente, foram percorridos locais de trabalho da Caixa em uma região que reúne 50 unidades distribuídas por 14 cidades.


De acordo com o relato feito durante o ato, a adesão à greve na região superava 90% dos empregados da Caixa.


Para Cordeiro, a mobilização precisa continuar crescendo e pressionando a direção do banco para que as reivindicações dos trabalhadores sejam respeitadas.


Empregado da Caixa desde 2005, o dirigente lembrou ainda que participou de diferentes greves da categoria ao longo das últimas duas décadas, em conjunturas políticas distintas, sempre tendo a mobilização coletiva como instrumento para conquistar e preservar direitos.


Mané Gabeira: Caixa é estratégica para as políticas sociais


Manoel Elidio Rosa, o Mané Gabeira, da Contraf e da direção da Intersindical, destacou durante sua intervenção a importância estratégica da Caixa Econômica Federal para o país.


“Esse banco é o banco mais importante para fazer políticas sociais no Brasil”, afirmou.

Gabeira lembrou especialmente a atuação dos empregados da Caixa durante a pandemia de Covid-19, quando milhares de trabalhadores permaneceram na linha de frente para garantir atendimento à população em um dos períodos mais difíceis da história recente do país.


“Vocês são heróis, e eu sou testemunha disso. Durante a Covid, esse banco teve bancários atendendo a população, os aposentados. Foi um heroísmo de vocês. Parabéns pela resistência, parabéns pela luta”, declarou.

O dirigente também destacou que a Caixa conta atualmente com mais de 80 mil trabalhadores e reforçou a importância da instituição para a execução de políticas públicas.


“Esse banco é importante e estratégico para qualquer governo do país que queira levar uma política social”, afirmou.

Mobilização e negociação caminham juntas


Ao abordar a greve e as negociações, Mané Gabeira defendeu a continuidade da mobilização nacional dos empregados da Caixa como instrumento para avançar nas reivindicações.


“Todos esses anos nós nos mobilizamos e negociamos. Podemos não ter acordo entre o que nós estamos pedindo e o que o governo oferece”, afirmou.

Para Gabeira, a categoria precisa combinar negociação, paralisação e diálogo com a sociedade para demonstrar a legitimidade das reivindicações dos empregados.


“Vamos negociar, sim. Vamos mobilizar, vamos discutir com a população e vamos dizer que essa reivindicação é justa. Unidos, paralisados em todo o Brasil, vamos ter uma negociação com o governo.”

Sete dias de greve: unidade para avançar


O abraço simbólico à sede da Caixa na Praça da Sé reforçou uma mensagem que atravessou as diferentes intervenções realizadas durante o ato: a unidade dos empregados e empregadas será decisiva para os próximos passos da greve.


No sétimo dia de paralisação, a categoria mantém a mobilização em defesa de seus direitos, das condições de trabalho e das conquistas históricas dos empregados da Caixa, ao mesmo tempo em que cobra avanços concretos na mesa de negociação.


A defesa dos trabalhadores também se conecta à defesa da própria Caixa Econômica Federal enquanto banco público e instrumento fundamental para políticas sociais e para o desenvolvimento do país.


Com a expectativa de retomada das negociações nesta quarta-feira, a mobilização na Praça da Sé deixa um recado: a categoria segue organizada, nas ruas e nos locais de trabalho, e aposta na unidade e na greve para fazer avançar suas reivindicações.


Antônio Cordeiro, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, empregado da Caixa e integrante da Direção Nacional da Intersindical, destaca que a unidade da categoria é fundamental para fortalecer a greve e preservar direitos, com atenção especial ao plano de saúde dos empregados e empregadas da Caixa. Confira a fala.


Manoel Elidio Rosa, o Mané Gabeira, da Contraf e da direção da Intersindical, ressalta o papel estratégico da Caixa como banco público e instrumento de políticas sociais e defende a continuidade da mobilização nacional para fortalecer as negociações e as reivindicações dos trabalhadores. Confira a fala.

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